Domrs

February 12, 2007

Pendular

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A vida é mais pendular do que eu gostaria. Há uma certa rotina em tudo. Se por um lado é reconfortante saber que amanhã será um assemelhado de ontem; por outro não deixa de provocar uma certa melancolia. Estou me expressando da forma errada, não posso generalizar, corrijo o texto: minha vida é mais pendular do que eu gostaria.

Se há um culpado dela ser assim sou eu. Meu anjo bom me defende dizendo que nem em tudo podemos escolher com tanta liberdade, em muitos casos as escolhas podem ser múltiplas, mas não são infinitas. Você fica com a opção melhor (ou, pelo menos, com a menos ruim) dentre aquelas em que é possível escolher.

A profissão é uma dessas escolhas. Escolhe-se cedo demais, quando se é ainda muito imaturo para uma decisão tão importante para o resto das nossas vidas. Quem, entre os 14 e os 18 anos, sabe com certeza absoluta aqui que quer? Se faz uma idéia, mas acertar é uma verdadeira loteria. Depois é inegável que há influência paterna e/ou materna nessa escolha.

Eu queria ser um piloto de avião e virei um policial. Menos mal, poderia ter virado um escriturário!

November 16, 2006

Reencontro

Filed under: Opinion

Isso é um reencontro. Entre eu e meu blog. Há tanto tempo separados, quase um ano. Olho pra ele, com seu único texto, com o estranhamento que costumo ter com tudo o que escrevo. Uma sensação de não paternidade, de que não fui o autor da história. Isso é muito comum nos meus escritos. Fosse um professante da religião espírita e diria que os meus textos tem algo de psicografia, de uma escrita inconsciente.

Analiso mais, analiso o conteúdo do texto. Um texto político, como é do meu gosto, não vou chamá-lo de profético porque para prever o que eu previa não era preciso ser nem falsa cigana. Deu no que deu. Nós realmente somos os bobos dessa corte chamada Brasil. Não há escusas, não atenuantes para o crime, há, sim, agravantes, vindo de um mandato em que só se viu e se ouviu coisas do tipo “eu nada vi e nem ouvi”. No meu tempo isso era omissão. Mais, no meu tempo, o chefe respondia por aqueles que escolhia, por seus subordinados.

Se não pecou pela ação, pecou pela omissão. Erro quando erro e quando deixo errar aqueles a quem devo fiscalizar. Não é aceitável ouvir do chefe esse “eu não sabia”. Não isenta, não inocenta. Tudo isso é passado, eis que agora Inês é morta. Além do mais, o que são meros quatro anos para quem já padeceu outros 500?

November 2, 2006

Um texto triste ou alegre?

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Um texto triste não necessita necessariamente de uma alma triste. A tristeza não é um mau sentimento para as artes, alguns podem generalizar o sentir, mas não é verdade. Quem pode imaginar ouvir alegres blues? Quando se opõe a tristeza a alegria, provocando uma oposição, se expõe a diferença visceral, fundamental entre os sentimentos. Um duelo, um confronto dos extremos, dos opostos, desses antonimos. Já imaginaram a tristeza e a alegria duelando em Dodge City?

Um certa introspecção, um recolhimento, muitas vezes ajuda na composição de um texto triste, mas não exige, que seu autor seja/esteja triste. A palavra é a expressão da vontade, do ser, e todos os modos e estados que o atingem, que são próprios do ser, devem estar presentes e serem objetos da palavra. A palavra expressa, retrata, e verbaliza essa idéia.

Nesse dia de finados lembro, e meu sentimento é mais de lembrança do que de tristeza, de algumas caras pessoas que partiram dessa vida. Perdi, será que devo usar essa palavra? Acho que seria mais próprio dizer que partiram dessa vida dois amigos, ainda jovens, um com dezesseis e o outro com vinte e quatro, partiram os meus avós, partiu meu sogro.

Partiu a Dona Terezinha, o Eilson, Paulo, Irami, partiram tantos e tão queridos amigos nessa viagem que é destino final de todos nós. Como eu disse, lembro mais de todos eles com alegria, porque a lembrança de suas vidas é alegre, estão ligados, conectados nas minhas memórias com imagens boas e alegres. Tenho certeza de um coisa: estejam onde estiverem, esse lá é mais alegre.

January 21, 2006

Tragifábula

Filed under: General

Sem princípes, sem princesas, sem castelos, sem reinos encantados, sem sábios, sem soberanos, mas completamente lotado de bobos da corte, assim é o meu país. Havia um sapo, barbudo, nessa história, é bom que se diga a bem da verdade, mas um grupo de intelectualóides resolveu beijá-lo e enfiar nele uma fatiota para ver em que bicho ia dar. Você assistiu ao Shrek, o filme daquele ogro verde? Pois é, deu num bicho parecido com o daquele filme. Falente como aquele, com certeza, isso deu.

Três anos depois estamos colhendo o bicho que plantamos. Ou pior, os resultados do bicho que plantamos lá. Esperavam que saísse o quê? Uma obra prima? Deu no que deu, e ainda com o risco de continuar dando durante mais quatro anos; não se esqueçam daquilo que abunda nesse reino: bobos da corte! Isso mesmo! Um perigo!

Não vou continuar com a minha tragifábula, acho que já chega - por hoje - de desgraças nesse reino…

December 17, 2005

Alo Mundo / Hello world!

Filed under: General
Welcome to Domrs (its me!) at Blogsome. This is your (my) first post. Start blogging! If you have any questions ask them in the forum. We are only too willing to help. Thank you very much my Blogsome’s dear fellows! I sure will be very happy here and I hope be able to contribute with something. E bom estar começando neste novo espaço aqui no Blogsome, espero que possa acrescentar alguma coisa por aqui. Até breve.





















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